Como funciona o camarote do Festival Sertanejo do Hopi Hari?
O Festival Sertanejo do Hopi Hari, realizado no parque temático em Vinhedo (SP), trouxe junto com a programação musical uma área VIP chamada Kamaroti. O espaço foi criado para quem quer acompanhar os shows com mais conforto, menos aglomeração e serviços diferenciados dentro do parque.
A área fica localizada na zona temática de Wild West, próxima ao Airsoft Namuskita, e oferece visão privilegiada para o palco principal durante toda a programação dos shows.
O que está incluído no Kamaroti?
O principal atrativo do camarote é o serviço de open bar e open food, disponível das 16h até meia-noite. As bebidas incluem água, refrigerante, energético, chopp, vodka e whisky Red Label. Na parte de comida, o cardápio oferece mini hambúrgueres, mini pastéis, salgadinhos e batata frita.
A proposta é manter o visitante confortável ao longo de toda a programação, sem precisar enfrentar filas ou aglomerações nas áreas comuns do parque.
Crianças e famílias podem entrar no camarote?
Sim. A organização do evento indicou que o espaço VIP foi pensado também para famílias. Crianças de até 2 anos e 11 meses com responsável têm acesso gratuito. Visitantes entre 3 e 17 anos podem adquirir meia-entrada, com direito ao open food e às bebidas não alcoólicas.
Qual a programação dos shows?
O festival contou com apresentações de César Menotti e Fabiano, Bruninho e Davi, Kaique e Felipe, e Helena e Rodrigo. A programação musical teve início no fim da tarde e seguiu até meia-noite.
Além dos shows, os visitantes puderam aproveitar mais de 40 atrações do parque, entre elas Montezum, Katapul e Rio Bravo. O Hopi Hari operou excepcionalmente até 0h neste dia.
Onde e quando foi o Festival Sertanejo do Hopi Hari?
O evento ocorreu no sábado, 23 de maio de 2026, no Hopi Hari, localizado na Rodovia dos Bandeirantes, km 72, em Vinhedo (SP). O parque abriu às 11h e a programação de shows começou às 16h30.
Vale a pena o ingresso VIP no Hopi Hari?
Para quem queria assistir aos shows com conforto, open bar completo e open food durante toda a noite, o Kamaroti era uma opção direta. A localização em Wild West garantia visão privilegiada sem o empurra-empurra da pista comum. Famílias com crianças também tiveram uma entrada diferenciada, com acesso parcial ao espaço VIP.
O camarote como escolha, não como privilégio
Existe uma narrativa recorrente sobre camarotes que os coloca sempre no campo do exagero: caro demais, exclusivo demais, distante demais do que o evento realmente é. Mas há outra leitura possível, e ela começa quando se entende que a maioria das pessoas que opta por um espaço VIP não está fugindo da festa. Está escolhendo como participar dela.
O Kamaroti, camarote oficial do Festival Sertanejo do Hopi Hari, não é um espaço separado do evento. Está dentro do parque, na área temática de Wild West, com visão direta para o palco principal. Open bar das 16h à meia-noite, open food com cardápio simples e eficiente, menos aglomeração. Não é um universo paralelo. É uma forma diferente de estar no mesmo lugar.
Isso importa porque o mercado de lazer ainda trata a distinção entre pista e camarote como se fosse uma divisão de classes morais. Quem vai para a pista ama a música de verdade. Quem vai para o camarote só quer status. Essa divisão é simplista e, em boa medida, falsa.
Há um público que simplesmente prefere assistir a um show sem ser empurrado. Que quer beber com calma, comer alguma coisa sem sair do lugar, escolher com quem divide o espaço. Esse público existe em todas as idades, mas é especialmente relevante entre adultos que já viveram décadas de pista e que agora exercem, com toda legitimidade, o direito de escolher conforto sem abrir mão da experiência.
O fato de o Kamaroti ter previsto acesso para famílias com crianças, incluindo gratuidade para os menores de 3 anos, revela também que a proposta não era a de um VIP hermético e aspiracional. Era a de um espaço organizado dentro de um evento que mistura show, brinquedos radicais e sertanejo ao vivo.
A tensão real aqui não é entre quem pode e quem não pode pagar. É entre dois modos de curtir cultura ao vivo: a imersão coletiva do meio da multidão e a fruição com alguma distância. Ambos são válidos. O que chama atenção é que, para muitos adultos 50+, o segundo modo deixou de ser resignação e passou a ser preferência consciente.
Escolher o camarote não é envelhecer. É saber o que você quer.
Durante anos, você foi para a pista.
Ficou em pé, empurrado, com copo na mão, feliz.
Chegou uma hora que você ainda quer o show.
Mas sem o empurra-empurra.
Open bar das 16h à meia-noite.
Open food.
Vista pro palco.
Menos gente no seu espaço.
Isso não é abandonar a festa.
É saber como você quer estar nela.
Fonte / referência: matéria original
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