Cultura e Lazer 1 de junho de 2026

Exposição de fotojornalismo internacional chega ao Rio pela primeira vez nas Américas

Pela primeira vez nas Américas, o Rio de Janeiro recebe as fotos vencedoras do Concurso Internacional de Fotojornalismo Andrei Stenin. São 55 obras em cartaz no Centro Carioca de Fotografia até 17 de julho.

Onde e até quando ver a exposição do Concurso Internacional de Fotojornalismo Andrei Stenin no Rio?

As 55 fotografias laureadas no Concurso Internacional de Fotojornalismo Andrei Stenin estão em exibição no Centro Carioca de Fotografia, no Rio de Janeiro, até o dia 17 de julho de 2026. É a primeira vez que a mostra chega à América.

A exposição foi inaugurada no final de maio. A cerimônia de abertura contou com a presença do cônsul geral interino da Rússia no Rio de Janeiro, Dmitry Pentin, e do presidente da Confederação Brasileira de Fotografia, Carlos Condara.

O que é o Concurso Andrei Stenin?

O concurso foi criado em homenagem a Andrei Stenin, fotógrafo especial do grupo de mídia russo Rossiya Segodnya, que morreu no sudeste da Ucrânia em agosto de 2014. A competição é realizada anualmente e tem dois objetivos declarados: apoiar jovens fotógrafos e chamar a atenção do público para os desafios do fotojornalismo contemporâneo.

As obras selecionadas foram produzidas em parceria com múltiplas mídias ao redor do mundo. A inauguração no Brasil teve o apoio do Brasil de Fato, parceiro do concurso.

O que dizem quem já visitou

A diretora do Centro Carioca de Fotografia, Renata Xavier, resumiu a experiência em uma frase: “As fotografias, profundamente emocionantes, revelam um outro lado do mundo, que raramente chega até nós no Ocidente.”

A fala aponta para o que diferencia essa mostra de uma exposição convencional: o repertório visual que ela traz não é o que circula habitualmente nos grandes veículos. São imagens que chegam de outro ângulo, com outra perspectiva sobre o que acontece no mundo.

Por que vale a visita

Fotojornalismo de alto nível raramente chega a exposições presenciais no Brasil. Ver 55 imagens premiadas reunidas em um único espaço é uma oportunidade fora do comum, especialmente para quem tem interesse em fotografia, imprensa ou na forma como o mundo é documentado por lentes de diferentes países.

A mostra fica em cartaz até 17 de julho no Centro Carioca de Fotografia, no Rio de Janeiro.

A foto que não chegou: o que acontece quando o outro lado do mundo finalmente aparece

Existe uma diferença entre ver uma foto e ser atravessado por ela. A maioria das imagens que consumimos cotidianamente passa por nós como dado, como confirmação do que já sabemos ou do que já esperávamos ver. A exposição que o Rio recebe agora opera em outra chave.

As 55 fotografias reunidas no Centro Carioca de Fotografia chegam da competição internacional que homenageia Andrei Stenin, fotógrafo morto em 2014 no sudeste da Ucrânia enquanto exercia seu ofício. O concurso que carrega seu nome foi criado com dois propósitos: apoiar jovens fotógrafos e ampliar o debate sobre o fotojornalismo contemporâneo. É uma combinação que diz muito sobre o que está em jogo nessa arte. Fotojornalismo não é apenas registro. É escolha de enquadramento, de momento, de presença em lugares onde a maioria não vai.

Renata Xavier, diretora do Centro Carioca de Fotografia, descreveu as obras como imagens que revelam um outro lado do mundo, que raramente chega até nós no Ocidente. A frase merece pausa. Raramente chega. Não porque o mundo seja inacessível, mas porque o fluxo de imagens que consumimos tem origem concentrada, percursos previsíveis e ângulos repetidos. O que essa exposição oferece é justamente o que escapa desse circuito.

Para um público que viveu décadas construindo repertório, comparando versões, aprendendo a ler nas entrelinhas e percebendo que a foto publicada é sempre uma entre muitas que existiram, esse tipo de experiência tem peso específico. Não é curiosidade de turista. É reconhecimento de que a imagem não é neutra, que o fotógrafo escolhe onde estar, e que essa escolha custa algo. No caso de Stenin, custou a vida.

A mostra é a primeira vez que o concurso desembarca nas Américas. O Rio de Janeiro, cidade com vocação visual e longa tradição fotográfica, recebeu a estreia. Até 17 de julho, 55 imagens premiadas dividem o mesmo espaço com quem quiser ir até elas. São fotos que não vieram para confirmar o que já se sabe. Vieram para mostrar o que raramente chega.


Cinquenta e cinco fotos.
Cinquenta e cinco versões do mundo
que não apareceram no jornal de todo dia.

Um fotógrafo morreu
para que esse concurso existisse.

As fotos chegaram ao Rio.
Pela primeira vez nas Américas.

Até 17 de julho.
Centro Carioca de Fotografia.


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