Dinheiro & Direitos 11 de agosto de 2026

Idosos pagam mais no seguro do carro? A resposta surpreende

A idade é um fator favorável no cálculo do seguro automotivo. Para as seguradoras, motoristas mais velhos representam menor risco estatístico — e isso aparece no preço da apólice.

Por que os idosos pagam menos no seguro do carro?

A pergunta parece óbvia, mas a resposta surpreende. Ao contrário do que boa parte dos motoristas imagina, a idade avançada não encarece o seguro de carro. De acordo com dados do IPSA e do IPSM, índices de preços do seguro automotivo publicados mensalmente pela TEx, empresa da Serasa Experian, o seguro tende a ficar mais barato conforme o condutor envelhece.

Para as seguradoras, idade elevada significa maior experiência ao volante e, estatisticamente, menor exposição a sinistros. Isso se traduz em prêmios menores para o condutor mais velho.

Quais são os fatores que definem o valor da apólice?

Segundo Rodolfo Brandão, gerente de seguros, existem sete fatores essenciais no cálculo do seguro automotivo. Juntos, eles podem definir até 70% do valor final para qualquer condutor, independentemente da idade:

  • Classe de bônus — o fator mais importante. Quanto mais renovações sem sinistros, maior o desconto acumulado.
  • CEP do condutor — o risco de roubo e furto na região de circulação pesa diretamente no preço.
  • Idade do condutor — fator favorável ao motorista mais velho. Quanto maior a faixa etária, menor tende a ser o valor.
  • Fabricante do veículo — modelos com maior índice de roubo ou peças mais caras encarecem a apólice.
  • Tipo de utilização do veículo — uso particular, por aplicativo ou comercial implica riscos diferentes.

O artigo menciona sete fatores, mas lista cinco nesta explicação do especialista. De toda forma, a combinação desses elementos forma o perfil de risco do condutor.

A partir de que idade o seguro fica mais barato?

Os índices consultados não detalham faixas etárias acima dos 56 anos. Mas, segundo Rodolfo Brandão, a lógica do mercado é clara: dentro da faixa acima de 56 anos, quanto maior a idade, menor tende a ser o preço — sempre em combinação com a classe de bônus e o histórico de sinistros do condutor.

Isso significa que um motorista de 65 anos com histórico limpo e bônus elevado tende a pagar uma apólice significativamente mais acessível do que um jovem motorista com perfil de risco similar.

A idade não é o único critério

Mesmo sendo um fator favorável, a idade não define sozinha o valor do seguro. O perfil completo do motorista e do veículo continua sendo determinante. Um idoso que mora em região de alto índice de roubos, dirige um modelo visado ou tem histórico recente de sinistros pode pagar mais do que a média — independentemente da faixa etária.

A conclusão prática é direta: motoristas acima de 50 anos que mantêm histórico limpo e acumulam bônus ao longo dos anos têm condições objetivas de negociar apólices mais baratas. A experiência, neste caso, tem preço — e é a favor do motorista.

A experiência que as seguradoras enxergam antes de você

Existe uma ironia fina no mercado de seguros automotivos. Enquanto boa parte da cultura popular associa motoristas mais velhos a riscos maiores, as seguradoras fazem o cálculo inverso. Para elas, a idade acima de 56 anos é um fator de redução de preço, não de elevação.

O dado vem dos índices IPSA e IPSM, publicados mensalmente pela TEx, empresa da Serasa Experian: o seguro de carro tende a ficar mais barato conforme o condutor envelhece. A explicação de Rodolfo Brandão, gerente de seguros consultado na matéria, é direta. Para as seguradoras, idade elevada reflete maior experiência ao volante e menor exposição estatística a sinistros. O mercado, que tem fama de onerar quem já tem histórico, aqui age na direção oposta.

O que define até 70% do valor final de uma apólice é uma combinação de fatores: a classe de bônus acumulada em renovações sem sinistros, o CEP do condutor, a própria idade, o fabricante do veículo e o tipo de uso. O mais importante deles é o bônus. Isso significa que o motorista que renova o contrato ano após ano, sem acionar o seguro, constrói uma vantagem financeira que se acumula com o tempo.

Há algo de paradoxalmente justo nisso. O adulto que atravessou décadas ao volante, que aprendeu a calcular distância, a respeitar limite de velocidade e a evitar situações de risco, é exatamente o perfil que as seguradoras querem. A experiência, que o mercado de trabalho às vezes descarta depois dos 50, aqui tem valor de mercado literal.

Mas a equação não é automática. Um idoso que mora em região com alto índice de roubos, conduz modelo visado ou tem sinistros recentes no histórico pode pagar mais do que a média, independentemente da faixa etária. A idade favorece, mas não apaga o restante do perfil.

O que a matéria revela, no fundo, é que o adulto 50+ que entende esse jogo está em posição melhor do que imagina. Não por paternalismo do mercado, mas por lógica atuarial. Décadas de prática têm peso quantificável. E saber disso, na hora de negociar ou comparar apólices, é exatamente o tipo de informação que transforma uma conta em uma decisão.


Você dirige há trinta anos.
Sem batidas.
Sem acionamentos.
Sem drama.

Para a seguradora,
isso tem nome:
menor risco.

E menor risco
tem preço.
A seu favor.


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