Quando e como será o Festival da Alcachofra em São Roque?
O Festival da Alcachofra, Vinho e Mel está acontecendo em São Roque, no interior de São Paulo, e segue até o dia 2 de novembro. A organização espera reunir mais de 20 mil visitantes ao longo do evento, que acontece às sextas, sábados e domingos. A entrada é gratuita.
O festival é organizado pelo restaurante Henrique Eventos & Gastronomia e celebra os produtos agrícolas da região: a alcachofra, claro, mas também o vinho e o mel. Já no primeiro final de semana, mais de 4 mil alcachofras foram vendidas.
Datas e horários
O evento acontece nos dias 23, 24 e 25 de outubro, 30 e 31 de outubro, e ainda 1 e 2 de novembro, sempre das 10h às 19h. O local é a Estrada do Vinho, número 10051, em São Roque.
Quais são as principais atrações do Festival da Alcachofra?
O festival ocupa uma área de 20 mil metros quadrados e reúne mais de 40 expositores, entre vinícolas, produtores de mel, de alcachofra, de artesanatos e de outros produtos locais. A estrutura comporta 1,5 mil lugares, divididos entre o restaurante interno, uma praça de alimentação externa coberta e o espaço Baden Baden.
Além da gastronomia, o público encontra atrações culturais e atividades de entretenimento no bosque ao lado da área principal. A programação musical foi pensada para diferentes públicos, segundo a organização.
O festival também tem área kids com playground e monitor supervisor, estacionamento com cerca de 600 vagas e 30 delas exclusivas para ônibus de excursão. Animais de estimação são permitidos.
O que comer no festival?
A alcachofra aparece em praticamente tudo. Entre os pratos em destaque estão: lasanha de alcachofra, fundo de alcachofra gratinada ao molho de três queijos, à bolonhesa, com vinagrete, ao molho de alho e óleo, ao molho pesto, no pastel, na salada e até na pizza.
Há também um restaurante self-service com churrasco tradicional e pratos feitos com o legume. O preço é de R$ 98,00 o quilo.
Acessibilidade
Segundo Henrique Scopel, um dos proprietários do Henrique Eventos & Gastronomia, o evento teve atenção especial à acessibilidade: “para que pessoas com deficiência possam aproveitar tudo com conforto e segurança”. A ideia declarada da organização é que todos encontrem um espaço acolhedor para passar bons momentos com família e amigos.
Como chegar a São Roque saindo de São Paulo?
São Roque fica a cerca de 1h15 de carro da capital paulista. As rotas mais comuns são pela Rodovia Castello Branco (SP-280), com pedágio, ou pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270), sem pedágio, mas costuma ser mais lenta.
De ônibus, é possível sair da Rodoviária da Barra Funda com a Viação Cometa. O trajeto dura aproximadamente 1h40.
Quem apoia o evento?
O festival conta com o apoio da Prefeitura da Estância Turística de São Roque, da Associação Comercial de São Roque, do Sebrae-SP e do Conselho Municipal de Turismo (Comtur).
Uma alcachofra e 20 mil pessoas: o que um festival gastronômico diz sobre o interior de São Paulo
Existe algo curioso em um vegetal que a maioria das pessoas nunca soube muito bem como preparar se tornar o centro de um festival capaz de atrair 20 mil visitantes. A alcachofra não é exatamente a estrela das mesas cotidianas brasileiras. Ela exige técnica, paciência, uma certa disposição para descobrir o que está dentro. Talvez seja exatamente por isso que ela funcione tão bem como símbolo de um evento que celebra o interior produtivo de São Paulo.
O Festival da Alcachofra, Vinho e Mel de São Roque não é apenas um encontro gastronômico. É uma afirmação de que o interior paulista tem identidade, tem produto, tem orgulho de origem. Em 20 mil metros quadrados, a cidade organiza em torno da alcachofra um circuito que vai da produção rural até a taça de vinho, da pizza improvável até o mel que poucos ainda compram diretamente de quem faz.
A escala impressiona: mais de 40 expositores, 1,5 mil lugares, estacionamento para 600 carros, vagas exclusivas para ônibus de excursão. O festival não é um evento íntimo. Ele foi projetado para ser visto, frequentado, comentado. E a entrada é gratuita, o que diz muito sobre a intenção de quem o organiza: o objetivo não é exclusividade, é alcance.
Para quem mora em São Paulo e vive a rotina comprimida da capital, São Roque oferece algo que o dinheiro não compra com facilidade na cidade grande: espaço. Ar. A sensação de estar em um lugar que foi feito para você parar. O festival não exige que o visitante seja um especialista em gastronomia ou um entendedor de vinhos. Ele convida qualquer pessoa a provar algo diferente do que prova na semana, caminhar por um bosque, ouvir música ao vivo e comprar direto de quem produziu.
Há um detalhe na fala do organizador que merece atenção. Henrique Scopel menciona a acessibilidade como parte do planejamento, não como apêndice. Em eventos grandes, a acessibilidade costuma aparecer no fim da lista de prioridades. Quando ela aparece no discurso de quem organiza, algo mudou na cultura dos eventos.
O festival também funciona como uma oportunidade concreta de turismo de proximidade. São Roque está a menos de uma hora e meia de São Paulo de ônibus e a pouco mais de uma hora de carro. É o tipo de programa que não exige planejamento elaborado: um sábado de manhã, uma estrada, um festival com cheiro de alho e óleo e vinho tinto.
O que o Festival da Alcachofra demonstra, no fim, é que eventos culturais enraizados em produtos locais ainda têm força de atração que os grandes shoppings não conseguem replicar. As 4 mil alcachofras vendidas no primeiro final de semana não são apenas um número de vendas. São um sinal de que as pessoas ainda querem algo que tenha origem conhecida, cheiro real e sabor de lugar específico.
Uma alcachofra.
Pizza de alcachofra.
Pastel de alcachofra.
Lasanha de alcachofra.
Alcachofra gratinada, ao pesto, ao vinagrete.
20 mil pessoas.
Um campo aberto.
Um bosque.
Entrada gratuita.
São Roque está esperando.
Fonte / referência: matéria original
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