Cultura e Lazer 22 de maio de 2026

Pastrami no Taste Festival SP: o que é, quanto custa e por que todo mundo quer provar

Carne curada, defumada e incrivelmente macia, o pastrami chegou ao Taste Festival São Paulo em versões que vão do clássico sanduíche ao onigiri japonês. Entenda por que o ingrediente está em alta.

Por que o pastrami virou o prato do momento no Taste Festival São Paulo?

Na 10ª edição do Taste Festival São Paulo, realizada no Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste da capital, um ingrediente roubou a cena: o pastrami. A carne curada e defumada, que nos últimos anos ganhou espaço em hamburguerias artesanais, bares e casas de sanduíche pelo Brasil, chegou ao festival em versões que surpreendem até quem já conhece o ingrediente.

O que é pastrami?

O pastrami é uma carne curada e defumada, tradicionalmente preparada com peito bovino, conhecido como brisket. O preparo passa por várias etapas: primeiro a carne é curada em salmoura, depois defumada lentamente e, por fim, cozida no vapor até atingir uma textura extremamente macia. O resultado é uma carne suculenta, com sabor marcante e levemente defumado.

No Brasil, o ingrediente se popularizou nos últimos anos, saindo das charcutarias especializadas para o cardápio de bares e restaurantes informais.

Como o pastrami aparece no Taste Festival?

O restaurante Fôrno, que se apresenta como “House of pastrami”, participa pela primeira vez do evento com um menu autoral voltado para quem aprecia sabores intensos. As opções no cardápio são:

  • Sanduíche de pastrami por R$ 55
  • Coxinha de pastrami desfiada com creme de queijo, maionese de sriracha e grana padano, a R$ 55 as quatro unidades
  • Onigiri de pastrami por R$ 25

O cardápio é fixo e estará disponível em todos os dias do evento.

Quando e onde acontece o Taste Festival?

A 10ª edição do Taste Festival São Paulo acontece nos dias 22, 23 e 24 de maio, 29, 30 e 31 de maio e 4, 5, 6 e 7 de junho, no Parque Villa-Lobos, Zona Oeste de São Paulo. Além dos estandes gastronômicos, chefs comandam aulas abertas ao público e o evento conta com shows ao longo da programação.

Por que o pastrami interessa a quem gosta de gastronomia?

A versatilidade do ingrediente chama atenção. Do sanduíche clássico ao bolinho de arroz japonês, o pastrami se adapta sem perder o que o define: aquele sabor defumado e intenso que transforma qualquer preparo. Para quem frequenta o mercado de gastronomia, acompanhar como chefs exploram um mesmo ingrediente em formatos tão diferentes é uma das atrações mais interessantes de eventos como este.

O Taste Festival São Paulo reúne gastronomia brasileira e internacional, aulas com chefs e shows, tornando-se um programa completo para quem quer comer bem e descobrir novidades culinárias na cidade.

O pastrami e a arte de um ingrediente que não pede licença

Tem ingrediente que chega na cidade em silêncio, sem campanha, sem lançamento oficial. Vai aparecendo aos poucos, primeiro em uma hamburgueria aqui, depois em um bar ali, até que um dia você olha o cardápio de um festival gastronômico e ele está em três versões diferentes: sanduíche, coxinha e onigiri. O pastrami fez exatamente isso no Brasil.

Na 10ª edição do Taste Festival São Paulo, no Parque Villa-Lobos, a carne curada e defumada ganhou o papel de protagonista. O restaurante Fôrno, que se apresenta como ‘House of pastrami’ e participa do evento pela primeira vez, levou um cardápio construído em torno do ingrediente. A escolha não é casual. O pastrami tem algo que poucos ingredientes conseguem reunir: processo artesanal respeitável, sabor que se sustenta sem precisar de apoio, e uma maleabilidade que permite viagens culinárias sem perder a própria identidade.

O processo é longo. A carne, feita com peito bovino, passa pela cura em salmoura, pela defumação lenta e pelo cozimento no vapor. Cada etapa tem função. A cura penetra o sabor. A defumação constrói a camada aromática. O vapor entrega a textura. O resultado é uma carne que já foi trabalhada com seriedade antes de chegar ao prato. E isso conta. Para quem aprecia gastronomia de verdade, o processo importa tanto quanto o resultado.

A aparição do pastrami em um onigiri, bolinho de arroz japonês, é um dado revelador. Não é tentativa de exotismo barato. É o que acontece quando um ingrediente com personalidade encontra cozinheiros dispostos a testá-lo em contextos diferentes. O mesmo sabor defumado que funciona no pão de centeio se encaixa no arroz temperado. A lógica é a mesma: a carne carrega o prato.

Eventos como o Taste Festival funcionam como laboratório de observação. O público que frequenta o Parque Villa-Lobos nesses fins de semana não está apenas comendo. Está escolhendo, comparando, descobrindo. Adultos com repertório gastronômico formado ao longo de décadas sabem reconhecer quando um ingrediente chegou para ficar, e quando é apenas moda de estação. O pastrami parece estar no primeiro grupo.


Uma carne que passa por cura, defumação e vapor antes de chegar ao seu prato.

Depois disso, vira sanduíche.
Vira coxinha.
Vira bolinho de arroz japonês.

O pastrami não pediu licença para entrar na gastronomia brasileira.
E no Taste Festival São Paulo, ele está em três versões diferentes no cardápio do Fôrno.

Maio e junho, Parque Villa-Lobos.

Alguma vez você provou pastrami em algum formato que te surpreendeu?


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