Elgin e Adriane Galisteu celebram a beleza das mulheres 50+

Mulher de cabelos ao vento segurando secador, sorrindo, luz de fim de tarde

A campanha da Elgin com Adriane Galisteu celebra a beleza das mulheres de 50 anos?

Sim. A Elgin, marca brasileira com mais de 70 anos de história, anunciou Adriane Galisteu como nova embaixadora da sua linha de cuidados pessoais. A apresentadora, que completou 53 anos recentemente, concedeu entrevista exclusiva à revista Alto Astral e falou sobre beleza madura, autocuidado e o que significa cuidar da aparência nessa fase da vida. Para a marca e para Galisteu, a parceria é também um posicionamento sobre o espaço das mulheres maduras no mercado brasileiro.

Em resumo: a Elgin escolheu Adriane Galisteu, 53 anos, para representar sua linha de cuidados pessoais, que inclui secadores, escovas secadoras, pranchas e escovas alisadoras. A campanha afirma que o público feminino 50+ deixou de ser nicho e se tornou protagonista do mercado de beleza, num contexto em que brasileiros com 50 anos ou mais já representam 27,9% da população, segundo o IBGE.

O que Adriane Galisteu disse sobre beleza madura e autocuidado?

Em suas palavras à Alto Astral, Galisteu foi direta: ‘Cuidar de si não tem a ver com idade, tem a ver com escolha. Hoje eu me sinto mais segura, mais consciente e mais conectada comigo mesma. E isso passa também pelo autocuidado.’ A apresentadora também afirmou que, no ‘auge da sua beleza madura’, percebe que ela exige mais cuidados, mais atenção, mais intenção e, principalmente, mais autoconhecimento. Para ela, a beleza não diminui com o tempo, mas muda de forma.

O que a matéria mostra sobre menopausa e sinais do corpo

Um dos trechos mais diretos da entrevista foi o relato de Galisteu sobre os sinais que o corpo envia e que muitas mulheres ignoram. ‘O corpo avisa, o corpo dá sinais. Só que a gente não observa, coloca tudo na sacola do estresse. Se eu pudesse dar um toque: fique atenta’, disse ela. A apresentadora também revelou que chegou à menopausa ‘atrasada’ porque não prestou atenção nesses sinais a tempo, e afirmou que poderia ter se antecipado na suplementação, na reposição e na informação. O recado que o texto extrai disso é claro: autocuidado começa com escuta, e informação é parte do tratamento.

Por que a Elgin escolheu Galisteu para representar a linha de beleza?

A diretora de Marketing da Elgin, Gabriela Feder Gil, explica a lógica da escolha: ‘A Adriane é uma personalidade que conversa com diferentes gerações e possui um forte posicionamento na mídia. É uma mulher versátil, presente, que evolui com o tempo sem perder sua essência, assim como a Elgin em mais de 70 anos de história.’ A matéria também cita que o público 50+, nas palavras de Gabriela, ‘deixou de ser um nicho e passou a ser protagonista’, sendo formado por ‘consumidoras ativas, exigentes, que buscam soluções que acompanhem seu ritmo de vida’.

Quais são os produtos da linha Elgin voltados para mulheres acima de 50 anos?

A linha de cuidados pessoais da Elgin mencionada na matéria inclui secadores de cabelo, escovas secadoras, pranchas e escovas alisadoras. Para 2026, a marca promete novidades como babyliss e modelador automático de cachos. A proposta, segundo o texto, é oferecer praticidade, qualidade e custo-benefício acessível. Galisteu resume o que busca: ‘Preciso de produto que seja prático, que seja rápido, que tenha qualidade. E a Elgin está dentro desse universo.’

Como a publicidade pode influenciar a percepção de beleza na terceira idade?

A matéria aponta que, fora do Brasil, o mercado já mira esse público há mais tempo. No Brasil, segundo Galisteu, ainda se está ‘engatinhando’. A apresentadora se coloca como uma das vozes ativas nesse debate, afirmando que está ‘com uma enxada na mão, abrindo espaço no meio da mata junto com outras mulheres’. A dimensão econômica reforça o argumento: brasileiros com 50 anos ou mais já representam 27,9% da população, com projeção de ultrapassar 40% até 2050, segundo o IBGE. A chamada economia prateada movimenta cerca de R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil, com impacto direto em saúde, estética e cuidados pessoais. Quando marcas como a Elgin escolhem rostos maduros para suas campanhas, a publicidade participa diretamente da disputa sobre quem merece ser visto como belo e relevante.

A beleza que o mercado demorou para ver

Existe uma convenção não escrita de que mulheres acima de 50 anos existem para o mercado de consumo como categoria de saúde, não de beleza. Remédio sim, creme antiidade com embalagem discreta talvez, secador de cabelo com rosto famoso dificilmente. Quando a Elgin anuncia Adriane Galisteu, 53 anos, como embaixadora da sua linha de cuidados pessoais, não está apenas fazendo uma campanha. Está tomando uma posição sobre quem merece aparecer.

A tensão não é nova. O mercado brasileiro, nas palavras da própria Galisteu à revista Alto Astral, ainda está ‘engatinhando’ em relação ao público feminino maduro. Lá fora, afirma ela, esse olhar já existe há mais tempo. Aqui, a abertura é feita com resistência, e muitas vezes por quem decide bancar esse espaço com o próprio nome. Galisteu faz isso literalmente quando diz que está ‘com uma enxada na mão, abrindo espaço no meio da mata junto com outras mulheres’. A imagem é física, manual, trabalhosa. Não é glamour. É desbravamento.

O que torna essa campanha mais do que publicidade é o que Galisteu escolhe dizer quando lhe dão o microfone. Ela não fala apenas sobre os produtos. Fala sobre o corpo que avisa e a mulher que não ouve. Sobre chegar à menopausa ‘atrasada’ porque os sinais foram silenciados sob o rótulo de estresse. Sobre a diferença entre tratar e se informar. Em uma campanha de beleza, esse tipo de fala é incomum. E é justamente por isso que ela ressoa.

Há um dado que ancora esse movimento fora do simbólico: brasileiros com 50 anos ou mais já representam 27,9% da população, com projeção de ultrapassar 40% até 2050, segundo o IBGE. A chamada economia prateada movimenta cerca de R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil. Não é nicho. Nunca foi. O mercado simplesmente demorou para calcular o tamanho do que estava ignorando.

A diretora de Marketing da Elgin, Gabriela Feder Gil, nomeia isso com precisão: ‘O público 50+ deixou de ser um nicho e passou a ser protagonista.’ A frase soa como revelação, mas é, na verdade, uma correção de rota tardia. Protagonistas não se tornam. Elas sempre foram. O mercado é que precisava de uma enxada para abrir a mata.

O que Galisteu representa nesse contexto não é apenas a imagem de uma mulher bonita aos 53 anos. É a afirmação de que beleza madura existe como categoria própria, com sua lógica, seu tempo, sua exigência e sua dignidade. Ela afirma que a beleza ‘não diminui com o tempo, mas muda de forma. E exige mais atenção, mais intenção e, principalmente, mais autoconhecimento.’ Essa formulação não é apenas pessoal. É editorial. É uma forma de dizer que existir com 50 anos não é resistir ao tempo. É habitá-lo com consciência.

A pergunta que fica não é se a campanha vai funcionar. É por que demorou tanto para existir.


O mercado de beleza brasileiro ignorou as mulheres de 50 anos por muito tempo.

Não porque elas não existissem.

Não porque não consumissem.

Mas porque ninguém colocou o rosto delas no anúncio.

Adriane Galisteu completou 53 anos e veio com uma novidade:
ela é a nova embaixadora da linha de cuidados pessoais da Elgin.

Só que ela não usou o espaço apenas para vender produto.

Ela falou sobre o corpo que avisa e a mulher que não escuta.

Sobre chegar na menopausa atrasada porque os sinais foram enterrados debaixo do estresse.

Sobre a diferença entre tratar e se informar.

Disse que, no Brasil, o mercado ainda está engatinhando nesse respeito.
E que ela está ‘com uma enxada na mão, abrindo espaço no meio da mata junto com outras mulheres’.

Não é pose.
É desbravamento.

Os números existem para quem ainda precisa de argumento:
brasileiros com 50 anos ou mais já são 27,9% da população.
A projeção é ultrapassar 40% até 2050, segundo o IBGE.
A economia prateada movimenta cerca de R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil.

Não é nicho.
Nunca foi.

O mercado simplesmente demorou para calcular o tamanho do que estava ignorando.

E enquanto isso,
as mulheres de 50 seguiram comprando,
seguiram cuidando de si,
seguiram existindo.

Sem pedir licença para ninguém.


Fonte / referência: matéria original

vovo

Maria José é o pseudônimo literário que inspira os textos do projeto Os Avós do Brasil. Sua escrita observa o cotidiano com calma e registra aquilo que normalmente não vira estatística: memória, silêncio e presença.

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