O que são os Prêmios da Longevidade e como participar?
O Grupo Bradesco Seguros abriu as inscrições para os Prêmios da Longevidade 2026. A iniciativa reconhece trabalhos jornalísticos e histórias de vida que ampliam o debate sobre envelhecimento, qualidade de vida e bem-estar no Brasil. As inscrições estão abertas até 25 de setembro de 2026, pelo site oficial da iniciativa.
A premiação existe desde 2011 e integra a agenda da companhia voltada ao envelhecimento ativo e à valorização de experiências e conteúdos sobre qualidade de vida.
Quais são as modalidades disponíveis?
A edição de 2026 contempla duas categorias distintas.
- Jornalismo: voltada a reportagens, entrevistas, séries e conteúdos produzidos por profissionais e veículos de comunicação.
- Histórias de Vida: dedicada a relatos que promovam a troca de experiências entre gerações e retratem diferentes formas de construir autonomia, propósito e bem-estar ao longo da vida.
Quem avalia os trabalhos inscritos?
O júri desta edição é multidisciplinar e reúne profissionais de trajetórias reconhecidas em cultura, comunicação, história, fotografia, saúde e longevidade.
Na modalidade Histórias de Vida, a comissão julgadora é formada pela atriz e diretora Beth Goulart, pelo fotógrafo e educador João Kulcsár, pela escritora Lia Vieira, pela empresária e escritora Lucília Diniz e pela historiadora e escritora Mary Del Priore.
Na modalidade Jornalismo, os trabalhos serão avaliados por Eduardo Ribeiro, Francisco Carvalho, Maria Elisabete Antonioli, Teresa Azevedo e Yuri Fernandes, todos com experiência em comunicação, imprensa e formação jornalística.
O médico e especialista em longevidade Alexandre Kalache atuará na consultoria técnica das duas modalidades e será responsável pelo chamado Voto de Minerva em casos de empate.
Quando os vencedores serão anunciados?
Os vencedores serão revelados durante o XIX Fórum da Longevidade, em novembro de 2026, em São Paulo.
Por que essa premiação importa para quem acompanha a pauta da longevidade?
O aumento da expectativa de vida está transformando a forma como os brasileiros planejam o futuro, organizam carreiras, cuidam da saúde e constroem relações. Os Prêmios da Longevidade existem para valorizar os conteúdos que ajudam a traduzir essas mudanças e aproximá-las do cotidiano da população.
Para jornalistas que cobrem envelhecimento, saúde ou comportamento, e para pessoas comuns com histórias relevantes sobre como vivem depois dos 50, 60 ou 70 anos, a premiação é uma oportunidade concreta de participar de um debate que cresce no Brasil.
Uma história que merece ser contada, e um prêmio que quer ouvi-la
Existe um paradoxo curioso no modo como o Brasil lida com o envelhecimento. O país envelhece em velocidade acelerada, a expectativa de vida sobe, o mercado descobre aos poucos o peso econômico e cultural da geração 50+, e ainda assim as narrativas sobre essa fase da vida continuam escassas, descuidadas ou reduzidas a dois polos opostos: a tragédia da decadência ou o milagre da superação. Pouco do que está no meio, que é onde a maioria das pessoas efetivamente vive.
Os Prêmios da Longevidade, iniciativa do Grupo Bradesco Seguros que existe desde 2011, partem de uma aposta diferente. A de que narrativas bem feitas sobre envelhecimento, autonomia, propósito e bem-estar têm valor em si mesmas. Não como campanha. Não como consolação. Como jornalismo sério e como registro humano legítimo.
A edição de 2026 abre inscrições em duas frentes. Na modalidade Jornalismo, a premiação reconhece reportagens, entrevistas, séries e conteúdos produzidos por profissionais e veículos. Na modalidade Histórias de Vida, o convite é mais amplo: relatos de pessoas comuns que constroem autonomia, propósito e bem-estar de formas diversas ao longo da vida. As inscrições vão até 25 de setembro de 2026.
O júri desta edição diz algo sobre a ambição da premiação. Ele não é formado apenas por especialistas em saúde. Inclui Beth Goulart, João Kulcsár, Lia Vieira, Lucília Diniz e Mary Del Priore na avaliação das histórias de vida. No lado do jornalismo, profissionais com trajetória em comunicação e formação jornalística. E Alexandre Kalache, médico especialista em longevidade, como consultor técnico das duas modalidades e detentor do Voto de Minerva em empates. Essa composição sugere que a iniciativa entende longevidade como tema cultural e humano, não apenas como pauta de saúde.
Há uma tensão produtiva nessa estrutura. Histórias de vida correm o risco de virar catálogo de superação, com pessoas de 70 anos escalando montanhas para provar que a velhice não existe. Jornalismo sobre envelhecimento corre o risco inverso, de transformar todo idoso em vítima de um sistema que ainda não se preparou para ele. Os melhores trabalhos sobre o tema costumam escapar dos dois extremos. Mostram pessoas em sua complexidade: trabalhando, amando, errando, consumindo, desejando, duvidando, vivendo.
Para quem tem uma história dessas para contar, ou para quem já a contou em forma de texto, reportagem ou série, a premiação é uma porta aberta até setembro. Os vencedores serão anunciados no XIX Fórum da Longevidade, em novembro de 2026, em São Paulo.
Existe uma história
sobre envelhecer no Brasil
que ainda não foi contada direito.
Talvez seja a sua.
Talvez seja a que você escreveu
e ninguém publicou.
Inscr ições abertas
até 25 de setembro.
Fonte / referência: matéria original
Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.