O estúdio de Coraline lançou o trailer de Wildwood e a internet já quer o Oscar

Surpresa ao assistir trailer de Wildwood

O trailer de Wildwood chegou e o estúdio de Coraline pode finalmente ganhar o Oscar

A Laika, estúdio americano de stop-motion conhecido por filmes como Coraline, Kubo e as Cordas Mágicas e ParaNorman, divulgou o primeiro trailer de seu novo longa: Wildwood, lançado no Brasil com o subtítulo O Bosque Encantado. A reação foi imediata. Nos comentários do YouTube, espectadores já falam em Oscar.

O que é Wildwood?

O filme é baseado no livro homônimo de Colin Meloy e Carson Ellis. A descrição oficial da Laika apresenta a história como “uma história de amor, perda, sacrifício e segredos, e da magia que você pode encontrar à sua porta, se estiver disposto a procurá-la”.

A protagonista é Prue McKeel, uma garota que sai de casa contrariando a mãe para buscar seu irmão mais novo, levado por uma revoada de corvos. No caminho, ela encontra um parceiro de viagem e uma floresta mágica habitada por lobos vestidos de soldados. Fãs do cinema já compararam a trama a Labirinto, de 1986, e a Ponte para Terabítia.

Elenco de peso no elenco de voz

O filme reúne um elenco vocal extenso e reconhecido: Carey Mulligan, Mahershala Ali, Jacob Tremblay, Peyton Elizabeth Lee, Awkwafina, Angela Bassett, Jake Johnson, Charlie Day, Amandla Stenberg, Jemaine Clement, Maya Erskine, Tantoo Cardinal, Tom Waits e Richard E. Grant.

Por que a internet fala em Oscar?

A Laika é uma presença conhecida nas indicações ao Oscar de Melhor Animação, mas nunca levou a estatueta. O primeiro trailer de Wildwood despertou reações intensas no YouTube: “Senhoras e senhores, apresentamos o vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação do ano que vem!”, escreveu um usuário. Outro foi direto: “Este é, sem dúvida, um dos melhores trailers que já vi”.

A escolha musical e a história comovente foram os elementos mais elogiados. Ainda é cedo para saber se o filme corresponderá à expectativa, mas o trailer por si só já gerou uma mobilização rara para um longa de animação independente.

Quando Wildwood estreia?

Wildwood estreia em 23 de outubro nos cinemas.

A Laika e a dívida que o Oscar ainda não pagou

Existe um tipo de injustiça pequena, acumulada, que o cinema cultiva com elegância. A Laika conhece bem essa injustiça. O estúdio de stop-motion que assombrou adultos e crianças com Coraline, encantou críticos com Kubo e as Cordas Mágicas e desafiou o conforto visual com ParaNorman nunca foi reconhecido com o Oscar de Melhor Animação. Indicado, sim. Premiado, não.

Agora chega Wildwood, e a internet não esperou o filme entrar em cartaz para tomar partido.

O trailer, lançado recentemente, foi suficiente para mobilizar os comentários do YouTube com uma certeza rara: “Senhoras e senhores, apresentamos o vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação do ano que vem!”. Outro espectador foi mais pessoal: “Este é, sem dúvida, um dos melhores trailers que já vi”. Essa reação não é trivial. Ela diz algo sobre o que as pessoas guardam de expectativa em relação a um estúdio que trabalha com paciência artesanal em um mercado dominado por computação gráfica de alta velocidade.

Wildwood é baseado no livro homônimo de Colin Meloy e Carson Ellis. A história segue Prue McKeel, uma garota que contraria a mãe para buscar o irmão, levado por corvos, e acaba encontrando uma floresta mágica com lobos vestidos de soldados. A Laika a descreve como “uma história de amor, perda, sacrifício e segredos, e da magia que você pode encontrar à sua porta, se estiver disposto a procurá-la”. Há algo nessa frase que escapa ao marketing convencional. Ela promete menos um espetáculo e mais uma experiência.

Fãs do cinema já evocaram Labirinto, de 1986, e Ponte para Terabítia como referências próximas. Não é coincidência. Esses filmes têm em comum o fato de falarem com adultos e crianças ao mesmo tempo, sem infantilizar nenhum dos dois. A Laika sempre operou nesse registro, e quem cresceu com Coraline sabe disso.

O elenco vocal é denso: Carey Mulligan, Mahershala Ali, Angela Bassett, Tom Waits e mais uma dúzia de nomes reconhecíveis compõem a voz de um universo que ainda não foi totalmente revelado. Isso também é parte da estratégia. O trailer mostrou suficiente para criar desejo sem entregar o filme inteiro. E o resultado, pelo que os comentários sugerem, funcionou.

Wildwood estreia em 23 de outubro. Resta saber se o filme sustenta o que o trailer prometeu. Mas há algo de simbólico no fato de que um estúdio artesanal, que fabrica personagem por personagem com as mãos, seja capaz de gerar mais expectativa com dois minutos de imagem do que produções inteiras sustentadas por orçamentos infinitos. Às vezes a dívida que o Oscar ainda não pagou é exatamente o que mantém um estúdio relevante.


O Oscar de Melhor Animação nunca foi para a Laika.

Não foi com Coraline.
Não foi com Kubo.
Não foi com ParaNorman.

Agora veio o trailer de Wildwood.

E a internet não esperou o filme entrar em cartaz:
“Senhoras e senhores, apresentamos o vencedor do Oscar do ano que vem.”

O estúdio que faz cada personagem com as mãos ainda não desistiu.
E aparentemente nem o público.


Fonte / referência: matéria original

vovo

Maria José é o pseudônimo literário que inspira os textos do projeto Os Avós do Brasil. Sua escrita observa o cotidiano com calma e registra aquilo que normalmente não vira estatística: memória, silêncio e presença.

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