Museus de Lisboa com entrada gratuita no fim de semana e na segunda-feira
Quais museus de Lisboa estão com entrada gratuita no fim de semana e na segunda-feira?
Para celebrar o Dia Internacional dos Museus, comemorado em 18 de maio, vários espaços culturais de Lisboa abrem as portas de forma gratuita no próximo fim de semana e na segunda-feira. A iniciativa vai além dos equipamentos municipais e inclui museus com programação especial de visitas, oficinas, espetáculos e exposições.
A EGEAC — Lisboa Cultura divulgou as atividades nos espaços sob sua gestão, mas alertou que a programação se estende a outros equipamentos da cidade. O tema deste ano, definido pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), é “Museus a unir um mundo dividido”.
O que vai acontecer no sábado
O Museu da Marioneta recebe, no sábado, uma visita orientada à sua exposição de longa duração, com foco no diálogo e no poder da arte. No domingo, uma oficina permite que cada participante crie sua própria marioneta com materiais simples.
O Museu de Lisboa — Palácio Pimenta volta a receber o “Baile Barroco” no sábado, com dança orientada por um mestre do ensemble Secrets des Roys, além de jogos, música, acrobacias, comidas e bebidas.
O Museu do Fado organiza, também no sábado, uma visita guiada à exposição Variações para Carlos Paredes, conduzida pelo comissário António Manuel Nunes, seguida de um momento musical com Ricardo Parreira na guitarra portuguesa e João Filipe na viola. A entrada é livre, mas com inscrição obrigatória.
O que vai acontecer no domingo
A fadista Aldina Duarte sobe ao palco da Casa Fernando Pessoa para uma atuação especial a partir das 18h, com Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa e João Filipe na viola.
O que vai acontecer na segunda-feira, dia 18
O Museu Bordalo Pinheiro realiza duas visitas especiais na segunda-feira: a primeira às 14h30, pelos comissários da exposição permanente Mariana Roquette Teixeira e Pedro Bebiano Braga; a segunda às 16h, sobre a exposição Toma! 150 anos de Zés Povinhos, que celebra os 150 anos da icônica personagem criada por Bordalo Pinheiro.
O Atelier-Museu Júlio Pomar, que normalmente não abre às segundas, estará acessível no dia 18 com visita ao edifício projetado por Álvaro Siza Vieira e à obra de Júlio Pomar. No sábado, há ainda uma oficina no pátio do museu para estampar sacos de pano com as cores e formas do artista.
O Museu do Aljube oferece entrada gratuita nas duas exposições temporárias em cartaz: Elas tiveram medo e foram, sobre resistência feminina à ditadura, e Antes de ser independência foi luta de libertação, que celebra os 50 anos das independências das ex-colônias portuguesas.
O MUDE também entra na programação
O MUDE — Museu do Design, que não está na alçada da EGEAC, também terá entrada gratuita durante todo o fim de semana, com visitas guiadas, conversas e ateliês para famílias dedicados ao croché, à fotografia, à serigrafia e ao conto.
Noite Europeia dos Museus: marque na agenda
Alguns dias depois, em 23 de maio, o Museu de Lisboa — Teatro Romano participa da Noite Europeia dos Museus, com três visitas entre as 18h e a meia-noite.
Uma Lisboa inteira acessível, por um fim de semana. O bom gosto não precisa custar nada.
O museu que abre de graça e a cidade que se oferece
Todo ano, o Dia Internacional dos Museus funciona como uma espécie de convite involuntário a repensar o que faz parte da vida de uma cidade e o que fica guardado atrás de uma roleta. Em Lisboa, no fim de semana de 17 e 18 de maio de 2026, a roleta abre. Sem cobrar.
A EGEAC — Lisboa Cultura divulgou a programação dos espaços sob sua gestão, mas fez questão de avisar: a iniciativa vai além dos equipamentos municipais. O Museu do Fado, o Museu Bordalo Pinheiro, o Museu do Aljube, o Atelier-Museu Júlio Pomar, o MUDE e a Casa Fernando Pessoa — entre outros — entram na lista. O tema escolhido pelo ICOM para este ano é “Museus a unir um mundo dividido”. Um mote que, na prática, começa pela porta de entrada.
Há algo de politicamente honesto nessa gratuidade temporária. Ela reconhece que o preço é um filtro. Que cultura, quando cobra, seleciona. E que selecionar quem entra num museu é, no fim das contas, selecionar quem tem direito à própria memória coletiva.
Não é pouca coisa o que está disponível nesse fim de semana. Uma visita guiada ao universo de Carlos Paredes, seguida de música ao vivo. Um baile barroco no Palácio Pimenta. Aldina Duarte na Casa Fernando Pessoa. Uma oficina de marionetas. Visitas à obra de Júlio Pomar num edifício desenhado por Álvaro Siza Vieira. Exposições sobre mulheres que resistiram à ditadura e sobre as independências africanas. Cento e cinquenta anos do Zé Povinho, personagem que nunca deixou de ser atual.
Para um adulto com repertório cultural acumulado ao longo de décadas, esse cardápio tem camadas. Não é turismo de primeira viagem. É reencuentro com referências que moldaram uma forma de ver o mundo. Carlos Paredes não é nome novo. Bordalo Pinheiro tampouco. E a ditadura que o Museu do Aljube documenta é memória viva para quem tem 50 anos ou mais.
Ao mesmo tempo, há espaço para o novo. O MUDE com ateliês de croché, serigrafia e fotografia abre a experiência para quem quer fazer, não apenas contemplar. O Atelier-Museu Júlio Pomar deixa estampar sacos de pano no pátio. A marioneta é para montar com as próprias mãos.
O que esse fim de semana oferece não é uma concessão. É uma forma de lembrar que a cidade também pertence a quem vive nela, visita ou decide, por um dia, percorrer os seus museus sem olhar para o preço. Isso não precisa de justificativa sentimental. Basta ser bom.
Lisboa vai estar de portas abertas.
Museu do Fado, Bordalo Pinheiro, Museu do Aljube, MUDE, Casa Fernando Pessoa, Atelier-Museu Júlio Pomar.
Todos gratuitos.
Neste fim de semana e na segunda-feira.
Com música ao vivo, oficinas, visitas guiadas e até um baile barroco no Palácio Pimenta.
O pretexto é o Dia Internacional dos Museus.
O motivo real é que a cidade, às vezes, abre o jogo.
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